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Quinta-feira, Julho 31, 2003
Estante
Terminei de ler Contos do Imigrante, livro de estréia de Samuel Rawet, publicado originalmente em 1956. O autor, ele próprio, nascido na Polônia e naturalizado brasileiro.
Os primeiros contos tratam da questão do imigrante, a dificuldade de adaptação ao novo grupo social, a luta contra a rejeição e a exclusão.
Na segunda metade do livro, o texto aborda aqueles que vivem à margem de seu grupo, vítimas de todo o tipo de preconceito, assim como os conflitos dele decorrentes, tanto no contexto social quanto familiar.
É um livro difícil. O texto é denso e, por vezes, hermético. Os personagens são solitários, angustiados, acuados pela marginalidade.
Eu indico.
postado por Marcos
22:40
Comentários:
A gente inventa cada uma...
Abrindo a minha agenda, descobri que hoje é o "Dia Nacional do Outdoor" e me lembrei de uma questão que nunca consegui responder. Se alguém tiver alguma idéia...
O que você escreveria em um OUTDOOR?
postado por Marcos
14:40
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Sábado, Julho 26, 2003
Dinossauro
Mick Jagger comemora hoje seus 60 anos em Praga, na véspera do show que os Rolling Stones vão fazer na capital da República Tcheca. A apresentação de Jagger, Keith Richards e companhia faz parte da turnê "40 Licks", organizada para festejar os 40 anos de carreira dos Stones. Como manda a nova cartilha de Jagger, o astro que trocou o álcool por leves chazinhos antes dos shows, a noite não será de excessos, exceto de rock ´n´ roll.
postado por Marcos
17:28
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Sexta-feira, Julho 25, 2003
Retificação
Na verdade, a música A PAZ foi gravada pelo João Bosco no disco "Um barzinho, um violão nº 2 - Ao vivo", lançado no ano passado pela Universal Music.
Esta coletânea é composta por "clássicos do couvert artístico" gravados por nomes da MPB e do pop-rock, ao vivo, em esquema voz-e-violão, muito diferente da versão apresentada no show aqui em Brasília.
postado por Marcos
18:10
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Malabaristas do Sinal Vermelho
Comemorando 30 anos de carreira, o cantor e compositor João Bosco lançou, em janeiro deste ano, o álbum Malabaristas do Sinal Vermelho, com canções inéditas, exceto pela versão para "Andar com fé", de Gilberto Gil. A faixa-título, composta ao lado do filho Francisco, foi inspirada numa cena comum do trânsito das grandes cidades:
"Penso nos malabaristas / Do sinal vermelho / Que nos vidros fechados dos carros / Descobrem quem são / Uns, justiceiros, reclamam / O seu quinhão / Outros pagam com a vida / Sua porção / Todos são excluídos / Na grande cidade"
Ontem, tive o prazer de assistir ao show homônimo, na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional, em Brasília.
O show foi magnífico. Juntam-se ao repertório de "Malabaristas do Sinal Vermelho" músicas já conhecidas do público, como "Nação", "Tiro de Misericórdia" e "A Nível de", resultado de sua parceria com Aldir Blanc, além de "Memória da Pele", "Corsário", "Jade", e "Quando o Amor Acontece".
Um momento crucial do espetáculo foi quando, falando sobre Ari Barroso, lascou o Hino do Flamengo. A introdução da música foi recebida com estupefação legítima. Quando ele continuou a tocar, a platéia ficou em um misto de êxtase e ojeriza. Mas, quando chegou ao fim, com coragem e ousadia, o cantor foi ovacionado, mesmo por alguns contrariados torcedores adversários.
Parêntesis: Equívoco: se não me engano, o hino do Flamengo, assim como de outros clubes cariocas, foi composto por Lamartine Babo.
O ponto alto do show foi a música "A paz" (Gilberto Gil & João Donato), com um arranjo moderno, leve e contagiante. Pena não foi gravada em nenhum disco e vai ficar apenas na memória de quem assistiu ao show, aliás, um show na verdadeira acepção da palavra.
O espetáculo terminou com Papel Marché (J.B. & Capinam)
"Vida é fazer
Todo sonho brilhar
Ser feliz"
postado por Marcos
14:54
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Quinta-feira, Julho 24, 2003
. M u n d o . P e q u e n o .
Muito legal a iniciativa da Luciana Bordallo Misura (que não conheço) que criou este site. Trata-se de um catálogo dos blogs de brasileiros que moram no exterior. Ótimo para quem quiser conhecer outras culturas pelo olhar dos brasileiros.
postado por Marcos
17:45
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Domingo, Julho 20, 2003
Dia internacional da amizade
Canção da América
(Milton Nascimento e Fernando Brant)
Amigo é coisa pra se guardar
Debaixo de sete chaves
Dentro do coração
Assim falava a canção que na América ouvi
Mas quem cantava chorou
Ao ver seu amigo partir
Mas quem ficou, no pensamento voou
Com seu canto que o outro lembrou
E quem voou, no pensamento ficou
Com a lembrança que o outro cantou
Amigo é coisa pra se guardar
No lado esquerdo do peito
Mesmo que o tempo e a distância digam não
Mesmo esquecendo a canção
O que importa é ouvir
A voz que vem do coração
Pois seja o que vier, venha o que vier
Qualquer dia, amigo eu volto a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar
postado por Marcos
18:43
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Sexta-feira, Julho 18, 2003
Lucidez de um ébrio
Sabe, o mundo é uma bola. Mas, às vezes, nós crescemos tanto que até nos tornamos grandes. O sol por trás das grades também é redondo, nós é que somos quadrados por estarmos lá. Mesmo assim, continuamos fracos. Essa força enorme que nos atemoriza nasce dentro da gente. E o carro que passa lá fora faz barulho e o motorista grita. Contudo, não podemos ver o que ele está dizendo. É como se a linha não tivesse fim e, finalmente, nos pudéssemos descer do trem puxando o papagaio pelo cabresto. Pois não tem meio inteiramente eficaz para se realizar um suicídio. O máximo que se pode suceder é o fracasso de quem fala a prestação e se esquece de pagar a conta do leite. Mas a vida é assim mesmo. A paz é um erro de cálculo e a felicidade, uma maneira de pensar. Na escola, aprendemos a ser inconscientes e incoerentemente cultos. E eu curto demais o comprimento do raio. Esse horizonte que cabe dentro da cabeça do homem, mas que se perde no alcance da vista. Essa lua que, por ser um ponto maiúsculo, é grande na fantasia humana. Por uma semana, ouvi o rádio falar de ódio e o fiz calar para sempre. Como se fosse uma cabeça de alfinete, esse grão de terra sem raiz quis ficar de pé e se perdeu. E agora estou perdidamente oculto nos mistérios do papel em branco. Passei horas escrevendo e, no entanto, nem eu mesmo terei coragem de ler o que não consegui dizer. Mas quem entende um azulejo verde e um realejo velho não se importa com o gosto do feno. Por menor que seja, ser já é tudo. Tudo o que vejo, você também pode ver, desde que fique cego por um instante. Esqueça o mundo e olhe para dentro de si. Ciscos nos olhos não impedem as lágrimas e, por isso, forçosamente, eu creio nas formigas. Tão antiga essa novidade que até parece não ter sido dita. Mais uma vez a digestão me é indigesta e a agulha se perdeu no paliteiro. Dentro do banheiro, eu escovo os sapatos e me preparo para deitar. O travesseiro me procura e, na calada da noite, amanhece o sono do louco. Ingenuamente puro, o dia seguinte é um silêncio de portas abertas pro nada.
(01/09/84)
postado por Marcos
18:26
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Quinta-feira, Julho 17, 2003
Novo rico
Concurso número 480
Números sorteados: 14 - 33 - 36 - 38 - 41 - 49
Não tenho o costume de jogar, mas como tive que pagar uma conta na loteria nesta terça-feira, resolvi arriscar.
Joguei R$10,00 na surpresinha, porque também não tenho paciência para escolher e marcar os números.
E, para minha surpresa, acertei (quer dizer, a máquina acertou) 4 números.
Isto mesmo, ganhei a quadra e vou receber R$ 179,69.
Ainda não sei se é para comemorar (não conheço aplicação que renda tanto) ou para lamentar não ter acertado os outros dois números (o prêmio total era de R$ 17.947.892,21).
A verdade é que fiquei realmente muito feliz.
postado por Marcos
11:11
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Terça-feira, Julho 15, 2003
prazer
de ter
até
o amor maior
que o peito
desejo
de se fazer
ou não
brotar
enfim
a flor
e o mundo parecer
bonito
quero
que a vida
exploda
num grito
uníssono
de fé
e ter
a coragem
de reconhecer
o fim
sim
a paz
flutua
nua
no ar
(28/11/1985)
postado por Marcos
13:35
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Sexta-feira, Julho 11, 2003

postado por Marcos
20:06
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Terça-feira, Julho 08, 2003
Da janela lateral
quieto
em sua posição altiva
observa
a pressa inconseqüente
perto
tão perto que me cativa
espera
o momento mais adiante
nem nota
que do prédio ao lado
cansado
chego à conclusão definitiva
postado por Marcos
18:34
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Sexta-feira, Julho 04, 2003
Ponte JK - Brasília (DF)
McDonalds?

postado por Marcos
14:57
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HOMENAGEM
aos Homens que Agem
Tarcila não pinta mais Com verde Paris
Pinta com Verde Cataguazes
Os Andrades Não escrevem mais
Com terra roxa NÃO!
Escrevem Com tinta verde Cataguazes.
Brecheret Não esculpe mais
Com plastilina Modela o Brasil
Com barro Verde Cataguazes
Villa Lobos Não compõe mais
Com dissonâncias De estravinsqui NUNCA!
Ele é a mina Verde Cataguazes
Todos nós Somos rapazes Muito capazes
De ir ver de Forde Verde Os azes Cataguazes
Poema de MARIOSWALD
(Mário e Oswald
de Andrade)
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